É frequentemente assumido que o design tem um papel importante na estratégia empresarial, nomeadamente como catalisador da inovação ao nível dos produtos e serviços. Contudo, entre a assumpção da sua utilização e o modo como ele é aplicado, tem de ser criado, gerido e aperfeiçoado um conjunto de condicionantes que concorrem para o sucesso do design numa organização. Estas condicionantes, que do ponto de vista operacional traduzir-se-ão em métodos e processos, farão parte integrante da cultura da instituição. O modo como são identificadas as oportunidades de design, interpretando e conciliando de forma criativa os interesses da organização com as necessidades dos clientes, é o objectivo principal de uma estratégia de design.
O design é uma ferramenta estratégica poderosa, no entanto, muitas vezes negligenciada. Existem bons exemplos, que acontecem quando há um entendimento eficaz entre os líderes da organização e os designers com quem trabalham.
As colaborações profícuas entre designers e empresas assentam na participação / utilização do design em diferentes níveis da organização e não apenas na realização pontual de um produto ou serviço. A maioria dos casos de sucesso tem um princípio comum, que é determinado pela existência de uma figura da empresa que promove o design, imbuindo-o em todas as suas actividades. O papel dessa figura pode ser desempenhado pelo responsável da empresa – se assim for, tanto melhor – como por um consultor externo, ou outra pessoa, que geralmente pertence aos quadros médios e/ou superiores da empresa. Com isto não se pretende dar a ideia de que esta pessoa trabalha sozinha, ou que as suas actividades não podem ser desempenhadas por uma equipa, mas sublinhar o facto de que existe sempre alguém com papel decisor que através dos seus comentários, sugestões e orientações, estabelece processos que permitem a aplicação do design de forma sustentada e sistemática. Tal pode ser verificável pela colaboração entre diferentes departamentos, pelo projecto global dos produtos / serviços e principalmente através da confiança na responsabilidade dos domínios de cada um dos intervenientes do processo de desenvolvimento de produtos.
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