15 de out. de 2011

Design na criação de valor


Murray (2005) aponta diversas razões para países em vias de desenvolvimento não investirem em design, das quais se destacam a assumpção de que o design de produtos é uma actividade apenas relacionada com estética ou moda, em vez de se considerar uma síntese entre necessidades de mercado, criatividade, tecnologia, ergonomia e fabrico. Os países e empresas que têm esta visão apenas podem concorrer na óptica de preços baixos. Nestes países, onde em diversos sectores se encontra Portugal, começa a haver uma crescente consciencialização de que o design de produtos deve ser adoptado devido à abertura dos mercados, que se traduz na chegada de produtos de custo mais reduzido aos mercados, o que desafia as empresas locais na sua óptica de baixo custo. O facto de países do sudoeste asiático começarem a promover o design de produtos para competir em mercados globais, faz com que esta situação se agrave para países como Portugal.
Em Portugal, indústrias como a têxtil, do mobiliário, do calçado e vidros estão a ser absorvidas pela competição internacional, após a liberalização de mercados. Existem excepções nestas indústrias, constituídas pelas empresas que investem continuamente no design de novos produtos, o que se traduz numa real capacidade de criar valor. De outra forma a criação de valor terá de ser perpetuada através da recursiva redução da mão-de-obra até à falência das empresas.

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