designificado
7 de nov. de 2012
19 de abr. de 2012
O design e a agilidade como fórmula para o êxito
O design está relacionado com o projectar uma solução para um problema, comparando e avaliando alternativas através da investigação e experimentação de forma criativa. Antes de se materializar num produto ou num serviço, é um processo: de melhoria, de criação de valor e de questionar o modo como se faz com o modo como pode ser feito, propondo novas soluções que anteriormente não existiam. A proposta de novas soluções acontece porque há ligações entre diversos factores que fazem sentido e não apenas porque sim. Daí que seja necessário investigação, experimentação, falhas e persistência. Quando as propostas são bem sucedidas pode-se dizer que estamos perante a inovação.
Desmistificação das tecnologias de informação e comunicação
Nos tempos que correm é difícil conceber um modelo de negócio que prospere sem o apoio das tecnologias de informação e comunicação. Empresas sem sítio na internet, sem correio electrónico, sem registo electrónico das suas transacções, registos de clientes e outros meios de informação e comunicação terão mais dificuldade em procurar outras oportunidades de negócio. A utilização da tecnologia por si só de pouco valerá se o design não estiver aliado ao desenvolvimento da solução, visto que, por exemplo, ter uma presença na internet através de um sítio com uma imagem desadequada, com falta de actualização, ou que não apareça numa busca pelas palavras-chave certas, não se traduzirá em qualquer vantagem competitiva. Com o design presente no desenvolvimento da solução a imagem corporativa estará de acordo com os valores da empresa, o sitio na internet terá uma arquitectura de informação e ambiente interactivo de acordo com as necessidades da empresa e dos consumidores, entre outros aspectos que à partida podem não parecer quantificáveis, mas que fazem toda a diferença na aceitação, reconhecimento da empresa (mesmo antes de se adquirir qualquer produto).
O segredo (já não) é a alma do negócio
Se um dos principais pressupostos da personalização em massa é a produção do produto quando já existe uma adjudicação ao cliente final, então o prazo da entrega será diferente se comparado com um produto de série. O cliente tem de ter o conhecimento exacto do prazo de entrega do produto e para que tudo seja operacionalizado atempadamente o processo produtivo - que depende de diversos factores externos coordenados pela empresa – tem de ser fiável. Torna-se indispensável a cooperação entre diversos sectores, entre empresas que por vezes concorrem no mesmo mercado para que a produção / entrega do produto seja realizada de acordo com o prazo previsto. Para que esta rede de parceria seja efectiva e funcione, garantindo um ecossistema empresarial equilibrado, é necessária confiança e lealdade entre empresas que operam como concorrentes em certos mercados e parceiras noutros, de acordo com quem solicita o serviço / produto. As empresas irão operar como criadoras, distribuidoras ou produtoras, consoando o projecto, mas acima de tudo Parceiras.
A rede de parceria poderá ser explorada em diversas vias: na aquisição conjunta de máquinas-ferramenta pagas por utilização de horas de trabalho; pelo desenvolvimento de produtos com maior grau de especialização em diferentes áreas; na partilha de redes de distribuição.
Á semelhança da facilidade de comunicação com o potencial cliente e o cliente efectivo, a comunicação com os parceiros da rede de produção e distribuição terá como base as tecnologias de informação e comunicação.
Depois da produção em massa
Para cada classe de produtos ou de serviços existe uma miríade de opções, invalidando que a simples presença no mercado garanta a sobrevivência de uma empresa. A decisão de produzir um objecto deve ser dada apenas com a garantia de que este irá ser adquirido por outrem, ou seja, quando existe um casamento entre necessidade e utilizador.
Quando o mercado deixa de ser um espaço homogéneo, mas um espaço em que cada indivíduo e as suas necessidades são consideradas e exploradas, deparamo-nos com o final da produção em massa - dominante nos séculos XIX e XX – sucedendo-lhe a personalização em massa (mass customization). A personalização em massa é caracterizada pela capacidade das empresas disponibilizarem soluções optimizadas para as características do seu cliente e com facilidade de reconfiguração da sua oferta. Contudo, se personalização pressupõe uma adequação ao cliente, massa está ligada a inúmeros indivíduos e mercados. Para que isto seja possível é necessário um contacto próximo e activo com o cliente, e neste sentido, a internet é um meio privilegiado: é possível que potenciais consumidores conheçam os serviços / produtos da empresa, que passa a estar contactável e operacional 24 horas por dia, possibilitando assim alargar a carteira de clientes a países com diferentes fusos horários. O público adquire produtos com os quais se identifica, através de um serviço rápido e com uma boa relação qualidade-preço.
Este fenómeno acontece devido ao aumento da competição global, aos consumidores pretenderem produtos personalizados e a fabricação e as tecnologias de informação e comunicação permitirem a produção de bens personalizados a preços reduzidos.
Neste cenário de personalização em massa, as empresas que utilizam o design como ferramenta estratégica terão, à partida, maior probabilidade de sucesso visto que a satisfação do cliente, a utilidade e qualidade do produto, a optimização de recursos e a aposta em ideias próprias fazem parte do seu modo de abordar a actividade. São empresas que desenvolvem ou disponibilizam produtos de acordo com as necessidades dos clientes, diferenciando-se da concorrência e apostam em projectos-piloto de modo a conseguirem criar ou explorar potenciais mercados. A utilização de tecnologias de informação no processo produtivo e de divulgação – sendo a internet uma das principais – faz com que a presença no mercado seja independente da sua localização geográfica.
15 de out. de 2011
Gestão do Design
É frequentemente assumido que o design tem um papel importante na estratégia empresarial, nomeadamente como catalisador da inovação ao nível dos produtos e serviços. Contudo, entre a assumpção da sua utilização e o modo como ele é aplicado, tem de ser criado, gerido e aperfeiçoado um conjunto de condicionantes que concorrem para o sucesso do design numa organização. Estas condicionantes, que do ponto de vista operacional traduzir-se-ão em métodos e processos, farão parte integrante da cultura da instituição. O modo como são identificadas as oportunidades de design, interpretando e conciliando de forma criativa os interesses da organização com as necessidades dos clientes, é o objectivo principal de uma estratégia de design.
O design é uma ferramenta estratégica poderosa, no entanto, muitas vezes negligenciada. Existem bons exemplos, que acontecem quando há um entendimento eficaz entre os líderes da organização e os designers com quem trabalham.
As colaborações profícuas entre designers e empresas assentam na participação / utilização do design em diferentes níveis da organização e não apenas na realização pontual de um produto ou serviço. A maioria dos casos de sucesso tem um princípio comum, que é determinado pela existência de uma figura da empresa que promove o design, imbuindo-o em todas as suas actividades. O papel dessa figura pode ser desempenhado pelo responsável da empresa – se assim for, tanto melhor – como por um consultor externo, ou outra pessoa, que geralmente pertence aos quadros médios e/ou superiores da empresa. Com isto não se pretende dar a ideia de que esta pessoa trabalha sozinha, ou que as suas actividades não podem ser desempenhadas por uma equipa, mas sublinhar o facto de que existe sempre alguém com papel decisor que através dos seus comentários, sugestões e orientações, estabelece processos que permitem a aplicação do design de forma sustentada e sistemática. Tal pode ser verificável pela colaboração entre diferentes departamentos, pelo projecto global dos produtos / serviços e principalmente através da confiança na responsabilidade dos domínios de cada um dos intervenientes do processo de desenvolvimento de produtos.
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