Quando me visto ganho conforto, protecção contra agentes exteriores mas, ao mesmo tempo ganho a capacidade “natural” de esconder objectos, transportá-los, guardar coisas que normalmente não poderia carregar. Para aceder a elas mexo-me, procuro, toco ocasionalmente no meu corpo indirectamente através do tecido, tendo em vista a busca pelo objecto pretendido.
Os objectos não estão encaixotados, não têm qualquer etiqueta. A busca / procura, tal como o acto de guardar são feitos pela forma do objecto e o tamanho do bolso, dos múltiplos pequenos ventres existentes na roupa.
A mobília também poderia ter pequenos ventres; que não sejam apenas quadrados, predefinidos, previsíveis, genéricos e monótonos… viva o bolso!
2 Fevereiro 2009
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