O processo de design actualmente é mais complexo; as suas teias estendem-se a um maior número de áreas e intervenientes. Todos os dias há mais designers, contudo tal facto não é directamente proporcional com o número de bons produtos. Nem teria de ser: o processo é longo e a tomada de decisões é feita por acordo de múltiplas partes, em que o peso da opinião é variável.
A afirmação do aumento do número de designers é baseada nos participantes de concursos cujo reconhecimento do projecto é muitas vezes assente na qualidade de renderização ou eficácia de comunicação.
Por um lado os concursos são uma forma de “ganhar portfólio”, porém toda esta profusão de ideias sem seguimento dão um crescente descrédito à actividade (como qualquer economista poderá explicitar a lei da oferta-procura). Em mais nenhuma actividade de pede tanto por concurso sem pagar o tempo dispendido.
Tudo isto leva apenas à profusão de imagens, o que não é forçosamente sinónimo de qualidade nem de discussão construtiva.