30 de jan. de 2008

Outra vez a criatividade

É o diálogo entre a IMAGINAÇÃO e a SUBSTÂNCIA

Monocromia de Inverno


O Inverno tradicionalmente é cinzento. É certo que actualmente não há estações do ano, mas "eu sou do tempo"...isso ainda permanece no imaginário comum.
Para sublinhar tal reminiscência, as cores dominantes das roupas desta estação são...Cinzentas. Também castanhas e pretas. E bejes. (se bem que o beje ou beije é na realidade um castanho que se cruzou com branco, um castanho não assumido que se quer emancipar para amarelo ou mas na realidade não é o que pretende ser nem o que deveria ser).
Os tons saturados são as cores do momento e dominam toda a indumentária - calças, saias, casacos, cachecóis, luvas...
Esses tons estão lá para lembrar como o Inverno tem de ser - para todos- mais triste, mais melancólico. E para quebrar essa monotonia teve de se criar épocas festivas, períodos de explosão de cor ou cores: Natal, Carnaval, Dia dos Namorados.
Alguém anda a esquecer-se do dia de Reis...

Sacos e mais sacos...

Sexta-feira, quatro de Janeiro de dois mil e oito, dia de Inverno.

Ando no metro e observo que grande parte dos utentes, principalmente as mulheres CARREGAM sacos de plástico ou de papel, para além das suas bolsas.
- Que contém o saco?

As dimensões do corpo contido é, na maioria, menor que um saco de pet standard de compras.

- Porque não investir num saco com materiais mais duráveis? Que lhe dessem uma CONOTAÇÃO digna de objecto não descartável? Porque razão as marcas não investem em sacos para COLECÇÃO?
Há espaço para um swatch nos sacos....s_bag. Se for um eco s_bag melhor. Sem bolsas nem complicações; apenas saco. semelhante ao saco de compras que se dobra todo, mas com uma ligeira distinção.

18 de jan. de 2008

Por que razão as mulheres gostam de caixinhas?

- Porquê a caixa? Que torna a caixa algo tão EXTRAordinário?

- A caixa antes de mais é o nome que se dá a um contentor genérico, que possua espaço virgem com uma determinada capacidade, de modo a conter algo. A permanência do corpo contido pode ser cíclica, sazonal ou definitiva. Depende da VONTADE do ser AGENTE sobre a caixa.

- E como se processa essa vontade? É sempre igual? Previsível? Cíclica? Mecânica?

Vontade. Palavra vulgarmente utilizada de forma verbal ou escrita para descrever o seguinte:

s. f., potência ou faculdade interior, em virtude da qual o homem se determina a fazer ou não fazer alguma coisa; espontaneidade; intenção; ânimo; domínio; desejo; necessidade;desígnio; talante; capricho; ant., persuasão íntima; convicção; (no pl. ) móveis ou alfaias. à -: sem constrangimento (cf. à-vontade); loc. interj., andar com - a (alguém): desejar vingar-se (de alguém); o m. q. ter vontade a; ter - a (alguém):vd. andar com vontade a; designativa da ordem dada às tropas a seguir à ordem de descansar; pôr em sua -: planear; decidir.

Pelo menos é o que indica o dicionário on-line, versão imaterial de uma anterior publicação em papel, um livro de centenas de gramas, que só algumas pessoas tinham em suas casas, e que para muitos era necessário deslocarem-se a uma biblioteca, edifício ou espaço utilizado de forma igual e partilhada pela população local e cuja influência poderia estender-se, se tanto, a nível regional. No século XX o outrora livro, que tinha peso, dimensão, grafismo, cor, forma prismática e cujas folhas eram pesquisadas de modo selectivo, com prévia ideia do nome que se iria procurar, para, de seguida serem lidas em silêncio seria muito provavelmente pesquisado na bibioteca. Outra hipótese seria inquirir PESSOALMENTE a alguém que à partida teria IDADE para saber mais do que nós. Actualmente temos o http://www.priberam.pt, versão imaterial facilmente disponível para possuidores de um interface que os ligue a outros possuidores de semelhante ferramenta material, charneira de dois MUNDOS diferentes mas complementares e sobrepostos.

Voltando à vontade; a vontade de utilizar caixas pertence de facto ao utilizador e manifesta-se de diversos modos: por conveniência no transporte, em que a caixa adquire uma posição de facilitador, uma segunda pele para o objecto contido, muito conveniente nas operações de logística; como publicidade, uma extensão da anterior situação mas com um grafismo que a torne digna de estar em contacto com o potencial comprador; como decoração, neste caso com estatuto de objecto primário, tendo neste caso muitas subcategorizações. Enfim, a vontade é do utilizador é a entidade que regula o estatuto da caixa.

- Pois...Mas isso não responde à primeira pergunta, que incide especificamente sobre as Mulheres?

- eerrr... claro..é pá....mulheres e caixas...big bang e universo....ovos e galinha...está tudo no mesmo saco. Não se sabe é quem o tem e onde está.

- Se calhar está guardado numa CAIXA...


15 de jan. de 2008

Cusquice científica para casa de boncecas

Antropólogos, etnógrafos, marketeers, designers...
Todos eles pesquisam a vida das pessoas, estudando todas as suas esferas, desde o público ao privado, passando pelo trabalho e tempos livres. Cada vez há menos espaço para o EGO. Se ele ainda existir e pretender reflectir o que se passa à sua volta é porque essa NECESSIDADE ainda não foi transformada em objecto ou serviço.